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Cenรกrios de Risco 2026 e Alรฉm: Perspectivas Estratรฉgicas para o Brasil e a Amรฉrica Latina

Cenรกrios de Risco 2026 e Alรฉm: Perspectivas Estratรฉgicas para o Brasil e a Amรฉrica Latina

Introdução - Riscos Convergentes, Decisão Estratégica e o Horizonte 2026

O ano de 2026 se aproxima em um contexto no qual o risco deixou de ser um evento excepcional para se consolidar como o ambiente permanente de decisão das organizações. Crises sanitárias, choques climáticos, tensões geopolíticas, avanço acelerado da inteligência artificial, fragilização institucional, criminalidade organizada transnacional e instabilidades nas cadeias globais de valor deixaram de atuar de forma isolada. Hoje, esses elementos operam de maneira convergente, produzindo efeitos sistêmicos, não lineares e frequentemente imprevisíveis.

É nesse cenário que a Plataforma t-Risk apresenta o estudo Cenários de Risco 2026 e Além: Perspectivas Estratégicas para o Brasil e a América Latina (140 páginas). Mais do que um levantamento de tendências, este estudo foi concebido como uma ferramenta estratégica de apoio à decisão, voltada a conselhos de administração, alta gestão, lideranças de risco, segurança, compliance e continuidade de negócios.

O ponto de partida do estudo é uma constatação clara: modelos tradicionais de gestão de riscos, baseados apenas em matrizes estáticas de probabilidade e impacto, já não são suficientes para lidar com ambientes marcados por interdependência, efeitos em cascata e múltiplas fontes de incerteza. A pergunta central deixa de ser “qual é o risco?” e passa a ser “como diferentes riscos se combinam, se amplificam e se manifestam ao longo do tempo”.

Para responder a esse desafio, o estudo adota uma abordagem integrada, combinando:

  • análise de 32 relatórios nacionais e internacionais publicados entre 2024 e 2025;
  • técnicas estruturadas de foresight, horizon scanning e construção de cenários;
  • e alinhamento metodológico às normas ISO 31000, ISO 31050 e ISO 31010, garantindo consistência conceitual e aplicabilidade prática.

O foco geográfico no Brasil e na América Latina não é casual. Trata-se de uma região que reúne, simultaneamente, alto potencial econômico, fragilidades institucionais históricas, exposição climática relevante, desafios de governança digital e uma crescente atuação de redes ilícitas transnacionais. Essa combinação transforma a região em um verdadeiro laboratório de riscos convergentes, onde decisões estratégicas precisam ser tomadas com margens reduzidas de erro.

Ao longo do estudo, a t-Risk propõe uma leitura estruturada do futuro próximo, organizada a partir de fontes estruturais de risco, eixos críticos de incerteza e cenários plausíveis, não como exercícios acadêmicos, mas como instrumentos para orientar escolhas reais: investimentos, políticas corporativas, estratégias de resiliência, desenho de controles e fortalecimento da governança.

Este artigo marca o lançamento oficial do estudo completo, disponibilizado gratuitamente para download, e tem como objetivo oferecer uma visão panorâmica de sua estrutura, de seus principais capítulos e dos insights estratégicos que emergem dessa análise aprofundada do horizonte 2026 e além.

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Figura 1 - Para download completo, clique na imagem acima da capa do estudo.

A lógica metodológica do estudo: rigor, integração e visão de longo prazo

Uma metodologia desenhada para ambientes complexos

O segundo capítulo apresenta a arquitetura metodológica que sustenta todo o estudo. A t-Risk parte do entendimento de que ambientes marcados por riscos convergentes exigem métodos que vão além da simples consolidação de tendências ou da repetição de modelos preditivos tradicionais.

Por isso, o estudo foi estruturado a partir de uma metodologia robusta e integrada, combinando diferentes camadas de análise para capturar tanto sinais consolidados quanto dinâmicas emergentes. O objetivo não é descrever o mundo como ele é hoje, mas antecipar como ele pode evoluir sob diferentes combinações de incerteza.

Análise de relatórios e inteligência coletiva

A base empírica do estudo está na análise crítica de 32 relatórios nacionais e internacionais, selecionados por sua relevância estratégica, diversidade institucional e qualidade metodológica. Esses documentos foram utilizados não como fontes isoladas de previsão, mas como insumos para identificar padrões recorrentes, tensões sistêmicas e pontos de divergência entre visões globais e regionais.

Esse processo permitiu filtrar o ruído informacional típico de estudos de tendência e concentrar a análise nos elementos que efetivamente influenciam decisões de médio e longo prazo para organizações que operam no Brasil e na América Latina.

Foresight como disciplina de decisão, não como futurologia

Um eixo central do capítulo é a adoção de técnicas de foresight estratégico, entendidas não como exercícios especulativos, mas como ferramentas de apoio à governança. O estudo utiliza conceitos de horizon scanning, análise de incertezas críticas e construção de cenários plausíveis para ampliar o campo decisório de conselhos e lideranças executivas.

Nesse sentido, o foresight é tratado como um processo contínuo, que deve ser incorporado aos ciclos de gestão de riscos, planejamento estratégico e avaliação de investimentos — e não como um exercício pontual realizado apenas em momentos de crise.

Alinhamento às normas ISO e coerência conceitual

O capítulo também reforça o alinhamento do estudo às normas ISO 31000, ISO 31050 e ISO 31010, garantindo consistência conceitual, linguagem comum e aderência às melhores práticas internacionais de gestão de riscos.

Esse alinhamento não é apenas formal. Ele assegura que os cenários, análises e recomendações apresentados ao longo do estudo possam ser integrados aos sistemas de gestão já existentes nas organizações, fortalecendo a conexão entre risco, estratégia, governança e tomada de decisão.

Ao final, o Capítulo 2 deixa claro que o valor do estudo não está apenas em seus resultados, mas na qualidade do processo analítico que os sustenta — um processo desenhado para lidar com complexidade, incerteza e interdependência.

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Figura 2 - Infográfico com o resumo estrutural do estudo.

Capítulo 2 - Cenários detalhados para o horizonte 2026 e além

Introdução

O segundo capítulo do estudo apresenta os quatro cenários plausíveis que estruturam a leitura estratégica do horizonte 2026. Esses cenários não representam previsões nem trajetórias desejáveis ou indesejáveis, mas configurações coerentes de futuro, construídas a partir da combinação de incertezas críticas, fontes estruturais de risco e padrões emergentes identificados ao longo da análise.

Cada cenário é desenvolvido de forma detalhada, considerando sua lógica causal, os riscos predominantes, os impactos setoriais, as implicações para a segurança corporativa e para a governança, bem como sinais antecipatórios que permitem identificar transições entre cenários. O objetivo central é oferecer aos decisores um instrumento prático de navegação estratégica, capaz de apoiar escolhas em contextos de elevada complexidade e ambiguidade.

Cenário 1 – Aliança PragTécnica

O cenário Aliança PragTécnica descreve um ambiente caracterizado pelo avanço da cooperação regional e internacional, combinado com uma maior maturidade na governança digital e da inteligência artificial. Nesse contexto, acordos institucionais, interoperabilidade regulatória e pragmatismo tecnológico criam condições para maior previsibilidade e estabilidade relativa, ainda que não isenta de riscos.

A cadeia causal desse cenário revela como investimentos em governança, infraestrutura digital e coordenação institucional reduzem fricções sistêmicas, mitigam vulnerabilidades críticas e ampliam a capacidade de resposta a choques. As fontes de risco permanecem ativas — especialmente climáticas, tecnológicas e geopolíticas —, mas tendem a ser absorvidas com menor efeito em cascata.

Do ponto de vista setorial, o cenário favorece setores intensivos em tecnologia, energia, logística e serviços financeiros, ao mesmo tempo em que exige maior sofisticação em segurança corporativa, especialmente no que se refere à proteção de dados, ativos críticos e reputação. A governança corporativa ganha centralidade, com conselhos mais engajados em decisões sobre risco, inovação e continuidade de negócios.

Indicadores de alerta precoce incluem avanços regulatórios consistentes, cooperação público-privada, investimentos em infraestrutura crítica e fortalecimento de mecanismos multilaterais. As oportunidades estratégicas estão associadas à inovação responsável, à integração regional e ao uso da tecnologia como vetor de resiliência e competitividade.

Cenário 2 – Redes Sombrias

O cenário Redes Sombrias retrata um ambiente de fragmentação institucional, baixa cooperação regional e expansão de redes ilícitas que exploram lacunas regulatórias, fragilidades estatais e assimetrias tecnológicas. Nesse contexto, o crime organizado, as economias ilegais e os ataques híbridos passam a exercer influência direta sobre cadeias produtivas, fluxos financeiros e infraestruturas críticas.

A lógica causal evidencia como a combinação entre instabilidade sociopolítica, baixa governança digital e erosão da confiança institucional amplia o risco sistêmico. As fontes de risco predominantes incluem crimes financeiros, ataques cibernéticos, violência direcionada e captura de territórios físicos e digitais.

Os impactos setoriais são particularmente severos em logística, energia, serviços financeiros e operações urbanas. A segurança corporativa assume papel defensivo ampliado, integrando proteção física, cibernética e reputacional, enquanto a governança enfrenta desafios crescentes para assegurar continuidade operacional e integridade dos negócios.

Indicadores de transição incluem aumento de economias paralelas, falhas regulatórias recorrentes, crescimento de ataques coordenados e retração de investimentos. Ainda assim, o cenário aponta oportunidades estratégicas para organizações capazes de estruturar inteligência, cooperação intersetorial e modelos avançados de gestão de riscos e segurança.

Cenário 3 – Clima de Choques

O cenário Clima de Choques é marcado pela intensificação de eventos extremos, choques sucessivos e interrupções em cascata, decorrentes principalmente de pressões climáticas, ambientais e geopolíticas. Trata-se de um ambiente no qual a frequência e a simultaneidade das crises reduzem drasticamente o tempo de recuperação entre eventos.

A cadeia causal demonstra como choques climáticos afetam infraestruturas críticas, cadeias globais de suprimento e segurança alimentar, amplificando riscos operacionais, financeiros e reputacionais. As fontes de risco predominantes incluem eventos extremos, escassez de recursos, instabilidade logística e pressão regulatória crescente.

Os impactos setoriais são amplos, com destaque para agronegócio, energia, mineração, logística e operações industriais. A segurança corporativa passa a lidar com riscos físicos elevados, enquanto a governança é pressionada a revisar estratégias de continuidade, redundância e adaptação.

Indicadores de alerta incluem recorrência de eventos extremos, volatilidade acentuada em cadeias críticas e aumento de medidas emergenciais. As oportunidades estratégicas concentram-se em adaptação climática, resiliência operacional, inovação em infraestrutura e integração entre gestão de riscos e estratégia ESG.

 

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Cenário 4 – Dados com Travas, Fronteiras Abertas

O cenário Dados com Travas, Fronteiras Abertas descreve um ambiente paradoxal, no qual a circulação global de dados, tecnologias e capitais convive com regimes fragmentados de governança digital e proteção da informação. A ausência de harmonização regulatória cria assimetrias relevantes entre mercados e organizações.

A lógica causal evidencia como a dependência de plataformas globais, combinada com governança insuficiente de dados e IA, amplia riscos cibernéticos, reputacionais e estratégicos. As fontes de risco predominantes incluem vazamentos de dados, uso indevido de algoritmos, conflitos regulatórios e perda de soberania informacional.

Setorialmente, tecnologia, serviços financeiros, saúde e setores intensivos em dados são os mais expostos. A segurança corporativa enfrenta desafios crescentes na proteção da informação e na gestão da confiança, enquanto a governança precisa lidar com riscos legais, éticos e operacionais em múltiplas jurisdições.

Indicadores de transição incluem mudanças regulatórias abruptas, incidentes de grande impacto envolvendo dados e aumento de disputas regulatórias internacionais. As oportunidades estratégicas estão associadas à liderança em governança digital, ética da IA, proteção de dados e construção de confiança como ativo competitivo.

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Capítulo 3 - Implicações estratégicas dos riscos para os principais setores da economia

O terceiro capítulo do estudo representa uma mudança deliberada de escala: sai a análise transversal dos riscos e entra a leitura de implicações estratégicas por setor, reconhecendo que os mesmos vetores de risco produzem impactos distintos conforme o modelo de negócio, a exposição operacional e o contexto institucional.

A análise cobre os principais setores críticos para o Brasil e a América Latina, sempre a partir de quatro lentes complementares: riscos predominantes, implicações regionais, comparações com outros mercados globais e oportunidades estratégicas.

Indústria, manufatura e cadeias produtivas

No setor industrial, o estudo evidencia a combinação entre pressões climáticas, transformação tecnológica, riscos operacionais e dependência de cadeias globais sensíveis. Para o Brasil e a América Latina, essas pressões são amplificadas por gargalos logísticos, exposição a eventos extremos e menor maturidade digital em comparação com Estados Unidos, União Europeia e Ásia.

Ao mesmo tempo, o capítulo aponta oportunidades ligadas à reindustrialização seletiva, à digitalização de processos críticos e à incorporação da resiliência como critério estratégico de competitividade.

Energia, infraestruturas críticas e utilities

Para energia e infraestruturas críticas, o estudo destaca vulnerabilidades estruturais associadas à interdependência entre sistemas físicos e digitais, à exposição climática e ao risco de interrupções em cascata. Na América Latina, esses desafios se somam a limitações regulatórias, envelhecimento de ativos e maior assimetria institucional quando comparada a mercados mais maduros.

Oportunidades surgem na modernização da governança, no fortalecimento da segurança convergente e na integração entre resiliência operacional e transição energética.

Agronegócio e alimentos

No agronegócio, os riscos climáticos, logísticos e de mercado aparecem como centrais, com impactos diretos sobre produtividade, abastecimento e reputação. O estudo mostra que, embora o Brasil ocupe posição estratégica no cenário global, a exposição a eventos extremos e a pressões regulatórias internacionais exige uma abordagem mais sofisticada de gestão de riscos.

A análise aponta oportunidades na adoção de tecnologias climáticas, rastreabilidade, inteligência de dados e fortalecimento da resiliência das cadeias de suprimento.

Logística, portos, rodovias e infraestruturas urbanas

O capítulo evidencia como a logística se torna um multiplicador de risco sistêmico, especialmente em ambientes urbanos e corredores estratégicos. Para a América Latina, fragilidades estruturais, criminalidade organizada e eventos climáticos extremos ampliam a probabilidade de rupturas.

Em comparação global, o déficit de integração e planejamento de longo prazo é evidente — mas também abre espaço para investimentos estratégicos em governança, tecnologia e proteção de ativos críticos.

Serviços financeiros e meios de pagamento

Nos serviços financeiros, o estudo destaca a convergência entre riscos tecnológicos, crimes financeiros, fraudes digitaise redes ilícitas transnacionais. O Brasil e a América Latina enfrentam um ambiente de alta sofisticação criminal, ao mesmo tempo em que avançam rapidamente em meios digitais de pagamento.

Oportunidades emergem no fortalecimento da governança, no uso de inteligência analítica e na integração entre segurança, compliance e gestão de riscos.

Tecnologia, dados e plataformas digitais

O setor de tecnologia aparece como fonte e receptor de riscos. O estudo aborda temas como governança algorítmica, dependência de plataformas globais, riscos regulatórios e assimetrias entre ecossistemas digitais.

A comparação com mercados globais evidencia desafios de maturidade institucional, mas também oportunidades para o Brasil e a região na construção de modelos próprios de governança digital e uso estratégico de dados.

Mineração, petróleo e gás

Neste setor, as vulnerabilidades ambientais, sociais e operacionais ganham destaque, especialmente em contextos de pressão regulatória e escrutínio internacional. Para a América Latina, o estudo aponta riscos elevados associados a eventos climáticos, conflitos socioambientais e dependência de commodities.

As oportunidades estratégicas passam pela integração entre ESG, gestão de riscos e continuidade operacional como elementos centrais da licença social para operar.

Setor público, justiça e regulação

O capítulo também analisa o papel do setor público como elemento estruturante do ambiente de riscos. Fragilidades institucionais, pressões digitais, criminalidade organizada e desafios regulatórios impactam diretamente o ambiente de negócios.

A comparação global evidencia a necessidade de fortalecer capacidades estatais, governança digital e cooperação interinstitucional, criando condições mais estáveis para o desenvolvimento econômico.

Síntese multissetorial

O Capítulo 3 se encerra com um quadro-síntese multissetorial, consolidando padrões comuns, diferenças críticas e implicações estratégicas transversais. A principal conclusão é clara: não existe resposta única para riscos convergentes, mas há princípios comuns de governança, resiliência e antecipação que precisam ser incorporados em todos os setores.

Figura 3 - Quadro-síntese final do capítulo 3.

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Capítulo 4 - Segurança corporativa e a proteção de infraestruturas críticas em ambientes de risco híbrido

Introdução: a centralidade da segurança no debate estratégico

O quarto capítulo do estudo reposiciona a segurança corporativa como um tema central da agenda estratégica das organizações. Em um ambiente marcado por riscos convergentes, a segurança deixa de ser tratada como função operacional isolada e passa a ser compreendida como pilar da continuidade, da resiliência e da governança corporativa, especialmente em setores intensivos em ativos críticos.

Pressões do ambiente de risco híbrido

O estudo demonstra que o ambiente de risco contemporâneo é essencialmente híbrido, combinando ameaças físicas, digitais, institucionais e reputacionais. Ataques cibernéticos, sabotagens, interrupções logísticas, coações a colaboradores e ações de grupos criminosos não ocorrem mais de forma separada, mas como partes de estratégias integradas de pressão e exploração de vulnerabilidades.

Esse cenário amplia significativamente a superfície de exposição das organizações e exige uma revisão profunda dos modelos tradicionais de proteção.

Vulnerabilidades específicas de infraestruturas críticas

Infraestruturas críticas — como energia, transporte, logística, telecomunicações, saneamento e operações industriais — apresentam vulnerabilidades particulares devido à sua interdependência sistêmica. O capítulo evidencia como falhas localizadas podem gerar impactos em cascata, afetando não apenas a operação, mas também a reputação, a confiança social e a estabilidade institucional.

A análise destaca que a digitalização acelerada, quando não acompanhada de governança adequada, tende a ampliar essas vulnerabilidades.

Panorama latino-americano: crime organizado, convergência digital e fragilidade estatal

No contexto da América Latina, o estudo aponta a atuação crescente de redes criminosas organizadas como um fator crítico de risco para ativos corporativos e infraestruturas essenciais. Essas redes exploram fragilidades institucionais, assimetrias regulatórias e lacunas de fiscalização, combinando ações físicas, digitais e financeiras.

A convergência entre crime organizado e tecnologias digitais cria um ambiente de risco assimétrico, no qual organizações privadas passam a operar em contextos onde a capacidade estatal de resposta é limitada ou desigual.

Resposta corporativa: segurança convergente e resiliência operacional

Diante desse cenário, o capítulo defende a adoção de uma abordagem de segurança convergente, integrando proteção física, cibernética, inteligência, gestão de crises e continuidade de negócios. A segurança deixa de ser reativa e passa a ser orientada por risco, alinhada à estratégia e conectada aos processos decisórios da alta administração.

A resiliência operacional surge como elemento-chave, permitindo que as organizações absorvam choques, se adaptem e mantenham funções críticas mesmo em ambientes hostis.

Pressões e oportunidades no contexto brasileiro

No caso brasileiro, o estudo identifica um ambiente particularmente desafiador, marcado por alta exposição a riscos climáticos, digitais e criminais. Ao mesmo tempo, aponta oportunidades relevantes para organizações que investem em governança de segurança, integração de sistemas, uso estratégico de dados e profissionalização da gestão de riscos.

O capítulo conclui que, no Brasil, a segurança corporativa bem estruturada deixa de ser apenas um custo de proteção e se torna um fator de vantagem competitiva, confiança institucional e sustentabilidade dos negócios.

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Conteรบdo do artigo

Figura 4 - Dimensões do sistema de governança integrado da segurança corporativa.

Capítulo 5 - Indicadores e radar de sinais antecipatórios: da reação à antecipação estratégica

Introdução: antecipar é decidir melhor

O quinto capítulo marca uma inflexão clara na lógica do estudo: a gestão de riscos deixa de ser predominantemente reativa e passa a incorporar mecanismos estruturados de antecipação. O foco está na identificação de sinais precoces capazes de indicar mudanças relevantes no ambiente de riscos antes que elas se materializem em crises operacionais, financeiras ou reputacionais.

O estudo parte do princípio de que, em contextos complexos, o problema não é a falta de informação, mas a incapacidade de transformá-la em inteligência acionável.

Indicadores climáticos e ambientais

O capítulo analisa indicadores relacionados a eventos climáticos extremos, alterações de padrões ambientais e pressões sobre recursos naturais. Esses sinais são tratados como multiplicadores de risco, capazes de desencadear impactos em cadeias produtivas, infraestruturas críticas, segurança alimentar e operações industriais, especialmente em regiões com alta exposição climática como o Brasil e a América Latina.

Indicadores digitais e tecnológicos

No campo digital, o estudo observa sinais associados à aceleração da transformação tecnológica, à governança da inteligência artificial, à dependência de plataformas globais e à ampliação da superfície de ataque cibernético. Indicadores tecnológicos são apresentados como vetores de risco e, simultaneamente, como fontes de vantagem competitiva, dependendo do nível de maturidade da governança adotada pelas organizações.

Indicadores sociopolíticos e criminais

O capítulo também destaca indicadores ligados a instabilidade sociopolítica, fragilidades institucionais e atuação de redes criminosas organizadas. Esses sinais são especialmente relevantes para organizações que operam em ambientes onde tensões sociais, violência e criminalidade impactam diretamente a segurança de pessoas, ativos e operações.

A análise reforça que ignorar esses indicadores compromete não apenas a segurança, mas a continuidade e a reputação corporativa.

Indicadores econômicos e de cadeias críticas

Indicadores econômicos, logísticos e de cadeias críticas completam o panorama, evidenciando sinais relacionados a volatilidade financeira, disrupções comerciais, dependência de fornecedores estratégicos e concentração de riscos em pontos sensíveis da cadeia de valor. O estudo destaca a importância de monitorar não apenas preços e indicadores macroeconômicos, mas também fragilidades estruturais invisíveis nas cadeias globais e regionais.

Radar integrado de sinais antecipatórios

A partir desses diferentes conjuntos de indicadores, o estudo propõe um radar integrado de sinais antecipatórios, capaz de consolidar informações de múltiplas fontes em uma visão única para apoio à decisão estratégica. Esse radar não substitui análises tradicionais, mas as complementa, ampliando a capacidade das organizações de perceber mudanças relevantes com antecedência.

Integração com as diretrizes da ISO 31050

O capítulo reforça a integração do radar com as diretrizes da ISO 31050, que orienta a identificação, análise e tratamento de riscos emergentes. Essa conexão assegura coerência metodológica e posiciona o monitoramento de sinais antecipatórios como parte integrante do sistema de gestão de riscos, e não como atividade paralela ou experimental.

O ciclo de inteligência para identificação de sinais precoces

O estudo também descreve um ciclo de inteligência contínuo, envolvendo coleta, análise, interpretação e retroalimentação de informações. Esse ciclo permite que sinais fracos sejam acompanhados ao longo do tempo, evitando decisões baseadas em ruído ou percepções isoladas.

Consolidação final do radar antecipatório

O capítulo se encerra com a consolidação do radar como um instrumento estratégico de governança, essencial para organizações que desejam reduzir surpresas, priorizar ações e alinhar risco, estratégia e tomada de decisão no horizonte 2026 e além.

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Figura 5 - O capítulo 6 traz recomendações importantes para executivos e CEOs em 2026.

Capítulo 6 - Recomendações executivas e caminhos futuros para a resiliência organizacional

O sexto capítulo consolida os principais aprendizados do estudo e os traduz em recomendações executivas objetivas, voltadas a conselhos de administração, alta liderança e formuladores de políticas. Diante de um ambiente marcado por riscos convergentes, o foco deixa de ser a eliminação de incertezas e passa a ser a capacidade de decidir, adaptar-se e sustentar operações em contextos adversos.

As recomendações apresentadas não são genéricas nem prescritivas, mas estruturadas como direções estratégicas que podem ser adaptadas à realidade de diferentes setores e organizações.

Reforçar a governança estratégica de riscos em nível de conselho

O estudo evidencia que a governança de riscos precisa ocupar espaço central nas agendas de conselho. Isso implica ir além de relatórios periódicos e matrizes estáticas, incorporando discussões sobre apetite a risco, exposição sistêmica, decisões de investimento e responsabilidades institucionais.

Conselhos mais engajados tendem a antecipar crises, alinhar risco e estratégia e reduzir decisões reativas tomadas sob pressão.

Construir resiliência em infraestruturas críticas e cadeias sensíveis

Infraestruturas críticas e cadeias de suprimento sensíveis devem ser tratadas como ativos estratégicos, e não apenas operacionais. O estudo recomenda investimentos em redundância, visibilidade de riscos em múltiplos níveis da cadeia e integração entre segurança, continuidade de negócios e gestão de crises.

A resiliência passa a ser medida não apenas pela capacidade de prevenir falhas, mas pela habilidade de absorver choques e retomar funções críticas rapidamente.

Aumentar a maturidade digital e a governança de inteligência artificial

A transformação digital e o uso crescente de inteligência artificial ampliam eficiência, mas também introduzem riscos significativos. O estudo reforça a necessidade de estruturas claras de governança digital e de IA, capazes de lidar com riscos técnicos, éticos, legais e reputacionais.

Organizações com maior maturidade digital tendem a transformar tecnologia em vantagem estratégica, em vez de fonte de vulnerabilidade.

Adaptar-se ao clima como principal multiplicador de risco

O estudo é claro ao posicionar o clima como o principal multiplicador de riscos no horizonte 2026 e além. Eventos extremos, escassez de recursos e pressões regulatórias exigem que organizações integrem adaptação climática aos seus modelos de negócio, investimentos e estratégias de continuidade.

A adaptação deixa de ser uma agenda ambiental isolada e passa a ser um tema central de risco, estratégia e sustentabilidade.

Enfrentar redes ilícitas e fortalecer a segurança multidimensional

A atuação de redes ilícitas e do crime organizado impõe desafios inéditos à segurança corporativa. O estudo recomenda uma abordagem multidimensional, integrando segurança física, cibernética, inteligência, compliance e gestão de riscos.

Enfrentar esses riscos exige cooperação intersetorial, inteligência compartilhada e alinhamento entre segurança e governança.

Harmonizar regulação e aprimorar capacidade estatal

O ambiente de riscos corporativos é fortemente influenciado pela qualidade regulatória e pela capacidade estatal. O estudo aponta a importância de esforços para harmonizar regulações, reduzir assimetrias institucionais e fortalecer capacidades públicas de supervisão e resposta.

Para as organizações, isso implica participar ativamente do diálogo regulatório e antecipar mudanças normativas relevantes.

Desenvolver ecossistemas de cooperação e inteligência coletiva

Riscos convergentes não podem ser enfrentados de forma isolada. O estudo destaca a necessidade de desenvolver ecossistemas de cooperação, envolvendo setor privado, poder público, academia e sociedade civil.

A inteligência coletiva amplia a capacidade de antecipação, reduz pontos cegos e fortalece respostas coordenadas a crises complexas.

Integrar foresight, cenários e sinais antecipatórios como processo continuado

O uso de foresight, cenários e indicadores antecipatórios deve ser incorporado como processo permanente, e não como exercício pontual. O estudo recomenda integrar essas ferramentas aos ciclos regulares de gestão de riscos, planejamento estratégico e governança.

Essa integração permite que organizações ajustem rotas antes que riscos se materializem plenamente.

Caminhos futuros: a construção de um horizonte de resiliência para a América Latina

O capítulo se encerra projetando caminhos futuros para a América Latina, ressaltando que a resiliência regional dependerá da capacidade de alinhar governança, inovação, cooperação e adaptação a riscos sistêmicos.

Mais do que evitar crises, o desafio está em construir organizações e instituições capazes de operar, decidir e prosperar em ambientes permanentemente incertos, transformando risco em elemento estruturante de estratégia e não apenas em ameaça a ser contida.

 

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Conclusão - Um convite à leitura completa do estudo

Este artigo apresentou uma visão panorâmica dos principais eixos, cenários e recomendações do estudo Cenários de Riscos 2026 e Além – Perspectivas Estratégicas para o Brasil e a América Latina, desenvolvido pela Plataforma t-Risk.

Ao longo do relatório completo, o leitor encontrará uma análise aprofundada de como riscos climáticos, tecnológicos, institucionais, criminais e econômicos não apenas coexistem, mas se reforçam mutuamente, moldando um ambiente de decisão marcado por interdependência, incerteza estrutural e efeitos em cascata.

A conclusão integral do estudo, disponível no documento completo, aprofunda essa reflexão e apresenta uma mensagem central: o maior risco para a América Latina não é um risco isolado, mas a incapacidade de integrar visões, capacidades e decisões diante de riscos convergentes. É a partir dessa integração — entre antecipação, cooperação e adaptação — que se constrói resiliência real.

๐Ÿ‘‰ Convidamos você a realizar o download gratuito do estudo completo e explorar em profundidade suas análises, cenários e recomendações estratégicas.

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O que você encontrará nos apêndices do estudo

Além dos capítulos analíticos e estratégicos, o relatório é complementado por apêndices que reforçam sua robustez metodológica, transparência e utilidade prática:

Apêndice A – Metodologia Utilizada

Apresenta, de forma detalhada, a abordagem metodológica adotada, ancorada nos princípios da ISO 31000 e, especialmente, nas diretrizes da ISO 31050 para riscos emergentes. O apêndice descreve o uso de horizon scanning, triangulação de fontes, análise interpretativa e validação externa, assegurando rigor, coerência e diversidade de perspectivas.

Apêndice B – Lista de Fontes Consultadas

Reúne os 32 relatórios nacionais e internacionais que fundamentaram o estudo, incluindo publicações de organismos multilaterais, think tanks, instituições de inteligência, fóruns econômicos e estudos corporativos. Esse apêndice evidencia a profundidade empírica e comparativa do trabalho.

Apêndice C – Glossário de Siglas

Oferece um glossário técnico completo, alinhado às normas da família ISO 31000 e à ABNT, facilitando a leitura, reduzindo ambiguidades conceituais e garantindo consistência terminológica ao longo do relatório.

Apêndice D – Créditos e Agradecimentos

Reconhece formalmente todos os profissionais e organizações que contribuíram para a construção do estudo, reforçando seu caráter colaborativo, interdisciplinar e regional.

Além dos apêndices, o estudo se encerra com uma nota final, reafirmando seu caráter prospectivo e o compromisso da Plataforma t-Risk com a atualização contínua de análises e com o fortalecimento da resiliência organizacional no Brasil e na América Latina.

Agradecimentos especiais

A Plataforma t-Risk registra seu agradecimento profundo e institucional a todos os profissionais que contribuíram, de forma direta ou indireta, para a elaboração deste estudo:

Equipe de Pesquisa e Análise

Revisão Técnica, Metodológica e Contribuições

Editoração e Desenho Gráfico

A todos vocês, nosso sincero reconhecimento por contribuírem para um estudo que busca elevar o nível do debate estratégico sobre riscos, segurança e resiliência na América Latina.